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Catarata

Tipos de catarata: diferenças, sintomas e tratamento atual

6 de outubro de 2025
tipos de catarata

Uma das principais causas de cegueira no mundo, a catarata é uma doença silenciosa que atinge mais de 120 mil brasileiros a cada ano, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Há diferentes tipos de catarata, os quais podem surgir em qualquer idade, sendo mais predominante após os 65 anos de idade.

Acompanhe este conteúdo e saiba mais sobre os principais tipos de catarata. Boa leitura!

O que é catarata?

A catarata é uma condição ocular caracterizada pela perda de transparência do cristalino, a lente natural do olho localizada atrás da íris. Essa perda pode ser congênita (presente desde o nascimento) ou adquirida ao longo da vida, e nem sempre causa prejuízo visual imediato — tudo depende da extensão e localização da opacificação.

De forma simples, a catarata ocorre quando o cristalino, que normalmente é transparente e permite a passagem da luz para a retina, torna-se opaco, dificultando a formação de imagens nítidas. Essa alteração pode provocar desde pequenas distorções visuais até cegueira completa, se não tratada.

A doença é mais comum em pessoas idosas e representa cerca de 47,8% dos casos de cegueira no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, a catarata não afeta apenas os idosos:

  • Bebês podem nascer com catarata congênita, geralmente relacionada a fatores genéticos ou infecções intrauterinas.
  • Crianças e adolescentes também podem desenvolvê-la, principalmente em decorrência de traumas ou doenças oculares e sistêmicas.

Em alguns casos, a catarata se manifesta nos dois olhos ao mesmo tempo; em outros, afeta apenas um inicialmente. Pessoas que apresentam catarata em um dos olhos têm maior probabilidade de desenvolvê-la futuramente no outro, especialmente quando relacionada ao envelhecimento ou a condições sistêmicas.

Quais são as causas?

A catarata pode surgir por diferentes motivos. Conheça os principais:

Envelhecimento natural

É a causa mais comum. Com o passar dos anos, o cristalino sofre alterações naturais em sua estrutura, tornando-se menos transparente e mais rígido, o que favorece o surgimento da catarata senil.

Doenças metabólicas

Condições como o diabetes mellitus alteram o metabolismo do cristalino, acelerando a sua opacificação. Pessoas com diabetes têm risco aumentado de desenvolver catarata mais cedo.

Doenças oculares

Problemas como uveíte, miopia elevada e glaucoma podem provocar alterações internas no olho, favorecendo a formação de catarata secundária.

Traumas oculares

Batidas, perfurações ou ferimentos no olho podem causar catarata traumática, que pode se desenvolver imediatamente ou meses após o trauma.

Uso prolongado de medicamentos

O uso contínuo de corticoides e alguns anti-inflamatórios pode induzir alterações no cristalino, aumentando o risco de catarata, principalmente do tipo subcapsular posterior.

Exposição excessiva ao sol

A exposição prolongada à radiação ultravioleta, sem proteção ocular adequada, acelera o envelhecimento do cristalino e contribui para a formação da catarata ao longo dos anos.

Fatores congênitos e genéticos

Em alguns casos, a catarata está presente desde o nascimento ou aparece nos primeiros meses de vida devido a alterações genéticas, cromossômicas ou infecções intrauterinas.

Tipos de catarata

A catarata pode ser classificada em 4 tipos: catarata senil, catarata congênita, catarata secundária e catarata traumática. Saiba mais a seguir sobre cada um dos tipos de catarata.

Catarata Senil

Esse é o tipo mais comum de catarata e está relacionado à idade. Conforme o passar dos anos, o nosso cristalino vai envelhecendo, podendo ocasionar na perda de transparência, ocasionando assim na catarata e, consequentemente, atrapalhando o paciente na realização de atividades diárias.

Costuma surgir a partir dos 55 anos de idade.

Catarata Congênita

Como o próprio nome sugere, este tipo de catarata está associado a fatores genéticos, surgindo normalmente entre 6 meses de idade a 1 ano. Sua origem está associada a mutações genéticas, alterações cromossômicas ou casos de infecções durante a gravidez.

Catarata Secundária

Este tipo de catarata está associado a doenças oculares relacionadas, como: uveíte, glaucoma e miopia. Também pode estar relacionada ao uso de medicamentos, como anti-inflamatórios ou corticoides.

Catarata Traumática

Surge após algum evento traumático, como: lesão ocular, perfuração ou ainda em consequência de algum tratamento que tenha envolvido radiação.

Quais são os primeiros sinais da catarata?

Os primeiros sinais da catarata costumam se desenvolver de forma gradual e, por isso, muitas pessoas não percebem a mudança visual de imediato. À medida que a opacificação do cristalino avança, alguns sintomas tornam-se mais perceptíveis, como:

  • Visão embaçada ou turva, semelhante a olhar por um vidro fosco ou enevoado;
  • Maior sensibilidade à luz (fotofobia), com incômodo em ambientes muito iluminados ou ao dirigir à noite;
  • Halos ou reflexos ao redor das luzes, especialmente em faróis e postes;
  • Dificuldade para enxergar à noite ou em locais com pouca iluminação;
  • Cores desbotadas ou menos vibrantes, com perda da nitidez visual;
  • Trocas frequentes no grau dos óculos, sem melhora significativa da visão.

No início, a catarata pode afetar apenas um dos olhos ou apresentar alterações sutis, o que faz com que muitas pessoas adiem a consulta. No entanto, identificar esses sinais precocemente é fundamental para realizar o diagnóstico e planejar o tratamento no momento adequado, evitando a progressão da doença e complicações visuais mais sérias.

Tratamento para catarata: como funciona?

Atualmente, a única forma eficaz de tratar a catarata é por meio da cirurgia. O procedimento consiste em remover o cristalino opaco — responsável pela perda de nitidez visual — e substituí-lo por uma lente intraocular (LIO) transparente.

Essa lente artificial cumpre a mesma função da lente natural saudável, permitindo que a luz volte a passar corretamente para a retina, restaurando a qualidade da visão. A cirurgia é rápida, realizada com anestesia local, e o paciente geralmente recebe alta no mesmo dia. A recuperação costuma ser tranquila, com melhora visual perceptível já nos primeiros dias.

Após a substituição da lente, a catarata não volta, pois o cristalino original é completamente removido. Em alguns casos, pode ocorrer uma leve opacificação da cápsula posterior (membrana que sustenta a lente), chamada “catarata secundária”, que é facilmente tratada com laser em consultório.

Por isso, é essencial realizar consultas oftalmológicas periódicas para identificar precocemente a catarata ou outras doenças oculares, permitindo um acompanhamento adequado e evitando que o problema evolua para estágios mais avançados.

Quantos dias de repouso após a cirurgia de catarata?

Após a cirurgia de catarata, o período de recuperação costuma ser rápido e simples. Na maioria dos casos, o repouso absoluto não é necessário, mas recomenda-se um cuidado especial nos primeiros 7 dias, que são fundamentais para a cicatrização inicial.

Durante esse período, o paciente deve:

  • Evitar esforços físicos intensos, como pegar peso, correr ou praticar esportes;
  • Não coçar nem pressionar o olho operado;
  • Evitar contato com água diretamente nos olhos, como em piscinas ou duchas fortes;
  • Utilizar corretamente os colírios prescritos pelo oftalmologista;
  • Usar óculos de proteção ou tampão, conforme orientação médica.

A maioria das pessoas retoma atividades leves, como leitura e televisão, em 24 a 48 horas. Em cerca de uma semana, a visão costuma estar mais estabilizada, e as atividades habituais podem ser retomadas com segurança — sempre com liberação médica.

A recuperação completa pode levar de 3 a 4 semanas, dependendo do caso e da resposta individual de cada paciente. Consultas de acompanhamento são indispensáveis para garantir uma cicatrização adequada e detectar qualquer alteração precocemente.

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